Pesquisar neste blogue

PROPÓSITO

A CONEXÃO RÁPIDA, CRÍTICA, ENTRE A IMAGEM E A PALAVRA.

O MUNDO E CONTROVÉRSIA.

A ARTE E A POESIA SOBRE A MESA.

A LIGAÇÃO A OUTROS BLOGUES.

PORTUGAL IMAGES:

PORTUGAL IMAGES:
ENTRER ... LA PORTE EST OUVERTE.

DUBITO ERGO COGITO ERGO SUM

DUBITO ERGO COGITO ERGO SUM
CLICAR NA IMAGEM

O SEGUNDO TRABALHO DE HÉRCULES



Dos doze trabalhos de Hércules impostos pela pitonisa das encostas do monte Parnasso, a sacerdotisa do templo de Apolo, em Delfos, que se inspirava através do pneuma - os vapores que sobem das entranhas da terra - o segundo trabalho foi o de matar a Hidra de Lerna, filha monstruosa de duas criaturas grotescas, Equidna e Tifão. Era uma serpente com corpo de dragão, que possuía nove cabeças, uma delas parcialmente de ouro e imortal, que se regeneravam mal eram cortadas, e exalavam um vapor venenoso que matava quem estivesse por perto. Hércules matou-a cortando as suas nove cabeças enquanto o seu sobrinho Lolau, herói divino de Tebas, filho de Íficles, impedia a sua reprodução queimando as feridas com tições em brasa. A deusa Hera enviou ajuda à serpente, um caranguejo gigante, mas Hércules pisou-o e o animal converteu-se na constelação de Câncer "caranguejo". Por fim, Hércules banhou as pontas das suas flechas no sangue da serpente para que ficassem envenenadas.

Hércules disputou com Aquelos a posse de Dejanira, filha de Eneu, rei da Etólia. Porque a princesa preferia Hércules, Aquelos ficou furioso de ciúmes, transformou-se em serpente, e investiu contra ele; repelido, transformou-se em touro, e de novo arremeteu; mas o herói enfrentou-o, pela segunda vez, quebrando-lhe os chifres, e desposou Dejanira. Tendo de atravessar o rio Eveno, pediu ao Centauro Nesso que conduzisse Dejanira ao ombro, enquanto ele faria a travessia a nado. No meio do caminho, Nesso recordou-se de uma injúria que outrora Hércules lhe dirigira, resolveu, por vingança, raptar-lhe a esposa, passando com esse intuito, a galopar rio acima. O herói, tendo percebido as suas intenções, aguardou que ele alcançasse terra firme, e então atravessou-lhe o coração com uma das flechas envenenadas. Nesso tombou, e, ao expirar, deu a Dejanira a sua túnica manchada de sangue envenenado, convencendo-a de que seria, para ela, um precioso talismã, com a virtude de lhe restituir o esposo, se este viesse em qualquer tempo, a abandoná-la.

Mais tarde, Hércules apaixonou-se pela sedutora Lole, e dispunha-se a desposá-la, quando recebeu de Dejanira, como presente de núpcias, a túnica ensanguentada, e, ao vesti-la, o veneno infiltrou-se-lhe no corpo; louco de dores, ele quis arrancá-la, mas o tecido achava-se de tal forma preso às suas carnes que estas lhe saíam aos pedaços. Vendo-se perdido, o herói ateou uma fogueira e lançou-se às chamas. Logo que as línguas de fogo começaram a serpentear no espaço, ouviu-se o ribombar do trovão. Era Zeus que arrebatava o seu filho para o Olimpo, onde ganhou a imortalidade e, na doce tranquilidade, recebeu Hebe em casamento.


Sem comentários: