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SEPTÍMIA ZENÓBIA


Zenóbia (Tibur - hoje Tivoli -, 274) foi uma rainha de Palmira - hoje, chamada de Tadmor - era uma antiga cidade na Síria central, localizada num oásis a cerca de 210 km a nordeste de Damasco. Palmira tornou-se parte da província romana da Síria durante o reinado de Tibério (14 d.C. - 37 d.C.). A cidade continuou a desenvolver-se e a ganhar importância até que se tornou uma cidade livre, sob o império de Adriano, em 129.
Zenóbia depois da morte do marido, Odenato, reinou em nome do filho Vabalato e fez de Palmira uma brilhante capital do Médio Oriente. Foi vencida e reduzida ao cativeiro pelo imperador romano Aureliano (273).
O marido de Zenóbia era o nobre palmiriano Odenato, que em 258 tinha sido promovido ao posto de cônsul de Roma, por causa da sua campanha bem-sucedida contra a Pérsia a favor do Império Romano. Dois anos depois, Odenato recebeu do imperador romano Galieno o título de corrector totius Orientis (governador de todo o Oriente). Isto foi em reconhecimento da sua vitória sobre o Rei Sapor, da Pérsia. Por fim, Odenato autodenominou-se "rei dos reis". Esses êxitos de Odenato podem em grande parte ser atribuídos à coragem e cautela de Zenóbia.
No século III, a sua rainha, Septímia Zenóbia criou alguns embaraços ao império romano ao autoproclamar-se rainha do reino de Palmira mas, em 272, o imperador romano Aureliano capturou-a e levou-a para Roma. Depois de a expor, numa parada triunfal, acorrentada a cadeias de ouro, deixou-a retirar-se para uma vila em Tibur (hoje, Tivoli, Itália) onde continuou a ter um papel activo, politicamente, durante anos.
Zenóbia era de descendência árabe semita, afirmou a rainha Cleópatra VII (a) do Egipto, sua ancestral; outra sua antepassada era Drusilla da Mauritânia, neta de Cleópatra Selene, filha de Cleópatra VII e Marco António. Drusilla também reivindicou o parentesco de uma irmã de Hannibal e de um irmão da rainha de Cartago, Dido. O avô de Drusilla era o rei Juba II da Mauritânia. A ancestralidade paterna de Zenóbia pode ser traçada em seis gerações, e inclui Gaius Julius Bassianus, pai de Julia Domna. 
"Ela tinha pele morena . . . Os seus dentes eram brancos como pérolas, e os seus grandes olhos negros brilhavam como fogo, suavizados pelo mais atraente encanto. A sua voz era forte e harmoniosa. O entendimento brioso de Zenóbia era fortalecido e adornado pelo estudo. Não desconhecia o latim, mas era igualmente perfeita nas línguas grega, siríaca e egípcia." Foi assim que o historiador Edward Gibbon em 1737 louvou Zenóbia, a rainha guerreira da cidade síria de Palmira.

a) Não confundir com Cleópatra VII Thea Filopator, também denominada Cleópatra VI.

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