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PROPÓSITO

A CONEXÃO RÁPIDA, CRÍTICA, ENTRE A IMAGEM E A PALAVRA.

O MUNDO E CONTROVÉRSIA.

A ARTE E A POESIA SOBRE A MESA.

A LIGAÇÃO A OUTROS BLOGUES.

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A INQUISIÇÃO PAPAL

Para acabar com os "heréticos" Cátaros Foram nomeados os INQUISIDORES. 
É célebre a frase de Arnaud Amalric: "Mate-os todos. Porque o Senhor conhece os que são seus"   

ESPACIO

Ninguna palabra
amenazante,
ningún grito
de socorro,
ninguna bestia
al acecho,
ninguna sombra
siniestra,
nada
en el espacio
vacío.
Precisamente:
nada,
nadie.
Miguel Ángel Fernández

SALVADOR DALI, O SURREALISTA

Salvador Dalí é conhecido pelas suas pinturas surrealistas, com cenas oníricas, combinações bizarras e excelente qualidade artística. Aqui também, ainda que pareça que os elementos tenham sido “jogados” na obra, e mesmo que isso realmente tenha acontecido, há uma lógica estética. 
É harmónica a relação de unidade que une as formas e as cores no quadro. É Também interessante notar o contraste que se dá na relação entre o foco principal da imagem (a mulher debruçada sobre o parapeito da janela) e entre os “brancos” (a parede sombreada do quarto e o céu lá fora). A diagonal que se forma na parede parece apontar para os seios da mulher, assim como os “dedos” surreais presentes na figura, e o parapeito entrecortado que assegura o nosso olhar, na parte de cima da mulher. Essas formas determinam a hierarquia da imagem.

VÉNUS DE MILO


A Vênus de Milo é uma famosa estátua grega. Ela representa a deusa grega Afrodite, do amor sexual e beleza física, tendo ficado no entanto mais conhecida pelo seu nome romano,Vénus. É uma escultura em mármore com 203 cm de altura, que data de cerca de 130 a.C., e que se pensa ser obra de Alexandros de Antioquia.

LOUVRE

HERMAFRODITA DORMINDO

HERMAFRODITA DORMINDO. 
ESTÁTUA ROMANA ESCULPIDA NO SÉCULO II DC. MUSEU DO LOUVRE - PARIS.












AGUARELAS

ANTÓNIO CRUZ
_________________________________________________
EL REI D. CARLOS
_________________________________________________
JOSÉ BARBOSA
___________________________________________________
JÚLIO RODRIGUES
JÚLIO RODRIGUES
JÚLIO RODRIGUES

O QUE ALGUÉM DISSE

"Refugia-te na Arte" diz-me Alguém
"Eleva-te num vôo espiritual,
Esquece o teu amor, ri do teu mal,
Olhando-te a ti própria com desdém.

Só é grande e perfeito o que nos vem
Do que em nós é Divino e imortal!
Cega de luz e tonta de ideal
Busca em ti a Verdade e em mais ninguém!"

No poente doirado como a chama
Estas palavras morrem... E n'Aquele
Que é triste, como eu, fico a pensar...

O poente tem alma: sente e ama!
E, porque o sol é cor dos olhos d'Ele,
Eu fico olhando o sol, a soluçar...

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"

D. INÊS DE CASTRO

O TRISTE LUAR DE JANEIRO:
Os primeiros tempos do ano de 1355 iam testemunhar uma tragédia de sangue. O príncipe D. Pedro nem presumia o que estava para acontecer quando se despediu da sua querida Inês e seus filhos para iniciar a caça de montaria pelos montes e florestas da Beira, a cavalo, com nobres amigos e escudeiros.
Por aqueles dias, D. Afonso IV subiu a Montemor-o-Velho com o seu séquito e ali reuniu os seus conselheiros de Estado, Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho, para tomar uma decisão sobre o destino da vida de Inês de Castro. Os argumentos que ouviu não o convenceram mas conseguiram, de facto, que a hesitação vencesse finalmente e entregasse a sorte da amante de D. Pedro nas mãos dos que a queriam ver morta.
No dia 7 de Janeiro, ao cair da noite, Inês de Castro foi surpreendida pela chegada dos reis e dos conselheiros. Não houve lágrimas nem gemidos de crianças inocentes que impedissem a execução da vítima.
Quando o luar brilhou no firmamento, veio encontrar a pobre Inês sem vida, degolada friamente pelo machado do carrasco. Nunca, na história de Portugal, houve ou haveria um crime de horror tão inclemente.
  
Lamentável catástrofe de D. Inês de Castro

Da triste, bela Inês, inda os clamores
Andas, Eco chorosa, repetindo;
Inda aos piedosos Céus andas pedindo
Justiça contra os ímpios matadores;

Ouvem-se inda na Fonte dos Amores
De quando em quando as náiades carpindo;
E o Mondego, no caso reflectindo,
Rompe irado a barreira, alaga as flores:

Inda altos hinos o universo entoa
A Pedro, que da morte formosura
Convosco, Amores, ao sepulcro voa:

Milagre da beleza e da ternura!
Abre, desce, olha, geme, abraça e c'roa
A malfadada Inês na sepultura.
Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage

O ESCULTOR JOÃO CUTILEIRO


João Pires Cutileiro é o responsável pela grande viragem da escultura portuguesa nos anos 80 e pela ruptura com a estatuária oficial, fazendo-a evoluir do classicismo estilizado para uma nova era completamente liberta da iconografia vigente. Os seus temas são o amor, o desejo e a plenitude do ser, cuja revelação no domínio da natureza é celebrado com respeito e simplicidade.
ALGUMAS DAS SUAS OBRAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/João_Cutileiro

A ARTE DE DOMINIQUE REGNIER

Dominique Regnier, francês, foi fotógrafo na publicidade automóvel. Dedicou-se depois à escultura de expressão feminina, utilizando vários materiais.
A expressão e a beleza que imprime às suas obras a partir do mármore, granito, bronze e madeiras nobres, com especial realce às formas mais voluptuosas da mulher, são de uma beleza artística extrema. 


LA MALÉDICTION

Quand ils veulent transformer
La dignité dans la maladie
Quand ils veulent transformer
Intelligence dans la trahison
Quand ils veulent transformer
Bêtise en récompense
Quand ils veulent transformer
Au plaisir de malédiction:
C'est bien contre le mal
Et de quel côté êtes-vous?
Renato Russo, JMBD, l'adaptation en France

PALAVRAS SOLTAS





MOLTO ETERNA
Come una luna
I suoi occhi entrò nel mio corpo
Come una brezza
Il mio abbraccio tra le tue braccia accoccolato
Come una notte
Avvolto in me l'immensità del silenzio
E come un mare blu
Abbiamo navigato nel segreto infinito ...
In una tranquilla mattina
Come un raggio di sole
La sua voce morbida colorato il mio mondo
E una notte, come navigatore
Sei andato a un'altra porta
E come se fossi eterno
Sull'orlo di una speranza
Ti stavo aspettando.


Lira Vargas - adaptação e tradução de JMBD.

E à Arte o Mundo Cria

PINTURA DE JÚLIO POMAR
FERNANDO PESSOA
E à Arte o Mundo Cria
Seguro Assento na coluna firme
Dos versos em que fico,
Nem temo o influxo inúmero futuro
Dos tempos e do olvido;
Que a mente, quando, fixa, em si contempla
Os reflexos do mundo,
Deles se plasma torna, e à arte o mundo
Cria, que não a mente.
Assim na placa o externo instante grava
Seu ser, durando nela.

Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa