Pesquisar neste blogue

PROPÓSITO

A CONEXÃO RÁPIDA, CRÍTICA, ENTRE A IMAGEM E A PALAVRA.

O MUNDO E CONTROVÉRSIA.

A ARTE E A POESIA SOBRE A MESA.

A LIGAÇÃO A OUTROS BLOGUES.

PORTUGAL IMAGES:

PORTUGAL IMAGES:
ENTRER ... LA PORTE EST OUVERTE.

DUBITO ERGO COGITO ERGO SUM

DUBITO ERGO COGITO ERGO SUM
CLICAR NA IMAGEM

POESIA VISUAL: O UNIVERSO DO SONHO


















Neste poema visual “O Universo do Sonho”,
as letras representam as estrelas, galáxias e planetas,
Iluminados, a luz, a parte "branca" iluminada
do Universo, onde o tema principal é a “Liberdade” e,
a partir do qual, desse sentimento (sonho) utópico,
se constroem as outras palavras.(...)
O espaço negro representa a parte escura do Universo, 
no seu todo conjuntural, o princípio cosmogónico
dos contrários: “Caos - Ordem”, como "princípio - fim",
a infinita renovação. Sem princípio nem fim.

DO CAOS INICIAL À ORDEM:
As cosmogonias (as explicações sobre a origem do cosmos) são concebidas como um processo de passagem do caos inicial à ordem.
O processo cosmogónico é explicado de três modos essenciais:
a) Uma potência intrínseca à matéria criou o cosmos desde o caos inicial;
b) Um espírito exterior à matéria actuou sobre ela, conferindo-lhe a forma actual;
c) O cosmos resultou de uma luta incessante entre dois pólos opostos (caos/ordem, morte/vida, etc.). 
http://www.youtube.com/watch?v=x2GMo1VUZGQ

PARA ALÉM DO NOSSO MUNDO


A Prisão do Orgulho

Choro, metido na masmorra 
do meu nome.
Dia após dia, levanto, sem descanso,
este muro à minha volta;
e à medida que se ergue no céu,
esconde-se em negra sombra
o meu ser verdadeiro.

Este belo muro
é o meu orgulho,
que eu retoco com cal e areia
para evitar a mais leve fenda.

E com este cuidado todo,
perco de vista
o meu ser verdadeiro.

Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
Tradução de Manuel Simões

AUTO-RETRATO DE COUBERT

CLICAR NO TÍTULO ACIMA

A VERSATILIDADE DE UM@ ARTISTA, PINTOR@, POET@, ESCRITOR@ OU POLITIC@ NÃO ESTÁ NA FORMA COMO MOSTRA A SUA OBRA MAS SIM NA FORMA COMO A REALIZA.
josmaelbardour 

Pintura de Gustave Courbet

CLICAR NO TÍTULO ACIMA
“Quem cora já está culpado; a verdadeira inocência não tem vergonha de nada”
 Rousseau , Jean Jacques


CONCEITOS: Erotismo / pornografia. 
O QUADRO MAIS VISITADO, EM PARIS, DEPOIS DA GIOCONDA: 


AS PERSONAGENS DA HISTÓRIA DO MUNDO

Clicar sobre a figura p/aumentar
É SEMPRE O POVO QUE FAZ A HISTÓRIA
MAS UMA SÓ PESSOA FAZ O POVO.
J.Douradinha

E por vezes as noites duram meses

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão-Ferreira
Pintura de Kamra

A FORÇA DA VONTADE OU BOA FORMA FÍSICA?

video

“A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável.”
Mahatma Gandhi

“O fracasso é a oportunidade de começar de novo com mais inteligência e redobrada vontade.”
Henry Ford

PINTURAS de Alexandre Cabanel

CLICAR NO TÍTULO ACIMA
                                                                                                                               The Birth of Venus (1863)
Ophelia (1883)

A ETERNIDADE E AS MENSAGENS

A Única Crítica é a Gargalhada
A única crítica é a gargalhada! Nós bem o sabemos: a gargalhada nem é um raciocínio, nem um sentimento; não cria nada, destrói tudo, não responde por coisa alguma. E no entanto é o único comentário do mundo político em Portugal. Um Governo decreta? gargalhada. Reprime? gargalhada. Cai? gargalhada. E sempre esta política, liberal ou opressiva, terá em redor dela, sobre ela, envolvendo-a como a palpitação de asas de uma ave monstruosa, sempre, perpetuamente, vibrante, e cruel – a gargalhada! Política querida, sê o que quiseres, toma todas as atitudes, pensa, ensina, discute, oprime – nós riremos. A tua atmosfera é de chalaça. 

Eça de Queirós, in 'Uma Campanha Alegre'


NÃO QUERO













Não quero... Não!

Não quero “ismos” nem “istas”,
nem outras teorias idealistas...
Nem bandeiras ou cadeiras,
Nem tachos…nem panelas,
Nem cores, nem nada.
Não quero cor nenhuma…!
Nem branco nem preto…
Nem pensamentos teóricos,
Cáusticos, filosóficos,
Teológicos,
Perfeitos ou matemáticos,
Universais ou cabais.

Sem grades nas janelas.
Torres ou muros...  
Nem grilhetas, sentinelas.

Quero ter ânimo…
Vida livre...Livre!
Desobrigar-me de vez,
Da teia que me prende.
Selva de betão armado,
Oblíqua, preconcebida,
Com fronteiras de pedra...

Quero ser simples assim:
Apenas corcel solto, alado.
Viver acompanhado...

E com esta lira que roço,
Desatento, sem dó…
Canto: utopia da liberdade!

Sem ser o que querem;
Quero ser como sou.
Sem ser como era...!

Conjecturo o Universo,
Distante... Vigiando,
Da janela do meu quarto,
Única fresta de raio de luz,
Que penetra no engano,
Vejo o Mar... E o Sol a cair,
Imagem,
No horizonte... Na noite,
Que se perpetua para sempre…
Para além... do dia circundante.


Josmaelbardour, nel camminare/2010.


De PESSOA (mais aqui)

EUGÉNIO DE ANDRADE


SOBRE OUTROS LÁBIOS
Eu crescia para o verão
para a água
antiquíssima da cal
crescia violento e nu.

Podiam ver-me crescer
rente ao vento
podiam ver-me em flor,
exasperado e puro.

À beira do silêncio,
eu crescia para o ardor
calcinado dos cardos
e da sede.

Morre-se agora
entre contínuas chuvas,
os lábios só lembrados
de um verão sobre outros lábios


SEM TI
E de súbito desaba o silêncio.
É um silêncio sem ti,
sem álamos,
sem luas.
Só nas minhas mãos
oiço a música das tuas.
    
(1923-2005)

ADULAÇÃO


"O adulador é um ser que não tem estima nem pelos outros, nem por si mesmo. Aspira apenas a cegar a inteligência do homem, para depois fazer dele o que quiser. É um ladrão nocturno que primeiro apaga a luz e em seguida começa a roubar"

ARISTÓFANES


" A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre". 

REMBRANDT

CLICAR NO TÍTULO ACIMA
Rembrandt, considerado um dos grandes mestres da arte ocidental.
Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu a 15 de Julho de 1606, em Leiden, o centro intelectual da Reforma. Estudou em Amesterdão na oficina do pintor Pieter Lastman, seguidor de Caravaggio e de Elsheimer. Em 1631 estabeleceu-se definitivamente em Amesterdão. Obteve grande sucesso com a obra “A Lição de Anatomia do Doutor Tulp” (1632). A expressividade emocional, a captação de um ambiente dramático através dos jogos de luz e de sombra, são características que só no Romantismo - cem anos entre o fim do século XVIII e o fim do século XIX - virão a ser devidamente apreciadas. Rembrandt faleceu em 4 de Outubro de 1669 em Amesterdão.


POESIA DE CYRANO DE BERGERAC


AGRIPPINE:


Alors que dans ton sein mon Portraict fut tracé, 
Le Portraict de Tibere en fût-il effacé ? 
Ou des-accoustumé du visage d'un traistre, 
L'as-tu veû sans le voir et sans le reconnoistre ?
Je t'excuse pourtant, non, tu ne l'as point veû, 
Il estoit trop masqué pour estre reconnû ; 
Un homme franc, ouvert, sans haine, sans colere, 
Incapable de peur, ce n'est point là Tibere ; 
Dans tout ce qu'il paroist, Tibere n'est point là : 
Mais Tibere est caché derriere tout cela ; 
De monter à son Thrône il ne m'a poursuivie 
Qu'à dessein d'espier s'il me faisoit envie ; 
Et pour peu qu'à son offre il m'eût veû balancer, 
Conclurre aveuglément que je l'en veus chasser : 
Mais quand il agiroit d'une amitié sincere, 
Quand le ressentiment des bien-faits de mon Pere, 
Ou quand son repentir eust mon chois appellé
A la possession du bien qu'il m'a vollé, 
Sçache que je préféré à l'or d'une Couronne 
Le plaisir furieux que la vengeance donne ; 
Point de Sceptre aux despens d'un si noble courroux, 
Et du voeu qui me lie à venger mon Espoux. 
Mais bien loin qu'acceptant la suprême Puissance 
Je perde le motif d'une juste vengeance : 
Je veux qu'il la retienne, afin de maintenir 
Agrippine et sa race au droict de le punir ; 
Si je l'eusse accepté, ma vengeance assouvie 
N'auroit peû sans reproche attenter sur sa vie, 
Et je veux que le rang qu'il me retient à tort 
Me conserve tousjours un motif pour sa mort. 
D'ailleurs c'est à mon fils qu'il remettoit l'Empire ; 
Est-ce au nom de subjet où ton grand coeur aspire ? 
Penses-y meurement, quel que soit ton dessein, 
Tu ne m'espouseras que le Sceptre à la main. 
Mais adieu, va sonder où tend tout ce mystere, 
Et confirme tousjours mon refus à Tybere.
Savinien de Cyrano de Bergerac   (1619-1655)


ANJO CAÍDO "L'angelo caduto"


Vago fra mondi sconosciuti, In terre sconosciute.
Viaggio.
Mi perdo.
Cado.
Ed eccomi qui, un altro angelo caduto, perso nello spazio.
Profuno.
Erba bagnata.
Cammino.
I miei piedi, nudi, sfiorano l'erba, appena una carezza per questa Madre cosi grande e forte.
I miei piedi, nudi, lasciano che la dolce energia della Terra li invada, e più su, fino al cuore, alla testa, e più su.
Soffia il vento...Lo sento solo ora.
Quel vento confuso, che disorienta, che non parte e non arriva, quel vento troppo, troppo forte.
Il vento che viene per portare via le anime.
Chissà da quante vite non stavo sulla terra.
Mi mancava questa sensazione d'essere piccola... di potermi abbandonare ad una grande forza che può proteggermi.
L'erba bagnata si stende fino all'orizzonte.
Nell'aria una strana energia.
Si avvicina la pioggia.
La terra freme, ed ogni filo d'erba sta aspettando, senza paura, l'acqua capace di lavare il male.
Il vento...
La pioggia...
L'erba..
L'ennesimo angelo caduto...
Terra...

Anima in Volo

autore ignoto
(aut@r desconhecid@)
Era um anjo de Deus
que se perdera dos Céus
E terra a terra voava.
A seta que lhe acertava
Partira de arco traidor,
Porque as penas que levava
Não eram penas de amor.

O anjo caiu ferido,
E se viu aos pés rendido
Do tirano caçador.
De asa morta e sem ‘splendor
O triste, peregrinando
Por estes vales de Dor,
Andou gemendo e chorando.

Vi-o eu, o anjo dos Cés,
O abandonado de Deus,
Vi-o, nessa tropelia
Q ue o mundo chama alegria,
Vi-o a taça do prazer
Pôr ao lábio que tremia...
E só lágrimas beber.

Ninguém mais na Terra o vi-a,
Era eu só que o conhecia...
Eu que já não posso amar!
Quem no havia de salvar?
Eu que numa sepultura
Me fora vivo enterrar?
Loucura! ai, cega loucura!

Mas entre os anjos dos Céus
Faltava um anjo ao seu Deus;
E remi-lo e resgatá-lo
Daquela infâmia salvá-lo
Só força de amor podia.
Quem desse amor há-de amá-lo,
Se ninguém o conhecia?

Eu só. - E eu morto, eu descrido,
Eu tive o arrojo atrevido
De amar um anjo sem luz.
cravei-a eu nessa cruz
Minha alma que renascia,
Que toda em sua alma pus.
E o meu ser se dividia,

Porque ela outra alma não tinha,
Outra alma senão a minha...
Tarde, ai!, ai tarde o conheci,
Porque eu o meu ser perdi,
E ele à vida não volveu...
Mas da morte que eu morri
Também o infeliz morreu.